terça-feira, 6 de setembro de 2011

Poema I



Hipérbole!
Tu és uma hipérbole! Tu exageras! Tu recuas! Tu dás! Tu tiras!
Tu sentes demasiado, depois constróis muros em volta do coração

Eu sou uma sinestesia.
Anseio beber-te por todos os meus sentidos.


Fico quieta no meu lugar. Vejo-te aproximar...
Três passos na minha direcção, e quero-te mais perto.
Mais perto ainda!
Dou um passo... afastas-te dois.


Paralelos...
Nunca nos vamos encontrar assim...
Nunca nos vamos tocar.
Nunca nos vamos colar.


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